A Rede Jovem Pan News tem um programa de debate político chamado 3 em 1, que vai ao ar de segunda a sexta, no fim da tarde (17 hs), por uma hora, reunindo um âncora e três analistas. Até ser demitido por fazer uma defesa explícita demais do estupro, o economista Rodrigo Constantino compunha o grupo, com posições quase fanáticas de direita e de apoio aberto a ideias bolsonaristas (chegou a ser citado pelo presidente Jair Bolsonaro como um dos quatro jornalistas competentes da imprensa brasileira, junto com outros três mais ou menos fanáticos). Rodrigo Constantino costumava brigar com os fatos e defender o indefensável e quem tem alguma simpatia pelo formato do programa, de certa forma pensou que a emissora iria ganha com a exclusão, nem precisava substituir — eis um caso de melhora por exclusão.
Bem, resumindo, Constantino foi substituído. Agora entrou alguém ainda mais fanático, mais negacionista, mais bolsobarista chapa-branca, só que sem talento, sem cultura e sem estilo. Insuportável para quem não é igual a ele. Seu nome é Paulo Figueiredo e também não é jornalista.
Os outros dois analistas são jornalistas, mas costumam fazer análise política com o fígado. O 3 em 1 é exemplo de um bom modelo mal executado.