Desemprego, desalento, subutilização e informalidade têm números negativos recordes mas noticias são suavizadas e descontextualizadas

Praticamente só uma vez a cada trinta dias o desemprego é notícia em toda a imprensa, tradicional ou não. E os dados são suavizados, descontextualizados e isolados uns dos outros. Depois de dar os números e percentuais, a notícia acaba. A análise, quando há, é rasa, breve e pontual. Veja os números da tragédia extraída de uma notícia do G1 do fim de novembro com informações de setembro.

Número de desempregados aumentou 1,3 milhão em 3 meses, segundo o IBGE. Em 1 ano, Brasil perdeu 11,3 milhões de postos de trabalho e, desde maio, menos da metade da população em idade para trabalhar está ocupada no país.

Mais 1,3 milhão de pessoas entraram na fila em busca de um trabalho no 3º trimestre frente ao segundo;
A taxa de desemprego subiu em 10 estados e ficou estável nos demais. Bahia (20,7%) teve a maior taxa e Santa Catarina (6,6%), a menor;
Taxa de desemprego foi de 12,8% para os homens e 16,8% para as mulheres;
Entre as pessoas pretas, a taxa foi de 19,1%, enquanto a dos pardos foi de 16,5%; a menor taxa foi a dos brancos: 11,8%;

O desemprego é maior entre os jovens, com destaque para a faixa das pessoas de 18 a 24 anos de idade (31,4%);
O contingente de ocupados atingiu mínima histórica de 82,5 milhões de pessoas;
Nível de ocupação foi de 47,1%; ou seja, menos da metade da população em idade para trabalhar está ocupada no país;
O número de desalentados (pessoas que desistiram de procurar emprego) bateu novo recorde, chegando a 5,9 milhões;

A taxa subutilização atingiu recorde de 30,3%, reunindo um total de 33,2 milhões de pessoas;
O número de pessoas com carteira assinada caiu 2,6% frente ao 2º trimestre, com perda de 790 mil postos;
O percentual da população ocupada do país trabalhando por conta própria foi de 26,4%.
A taxa de informalidade subiu para 38,4%, contra 36,9% no trimestre anterior, o que corresponde a 31,6 milhões de pessoas;
A massa de rendimentos dos trabalhadores caiu 4,9% (menos R$ 10,6 bilhões) em relação ao mesmo trimestre de 2019.

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