O debate continua interditado, o que facilita as transações com patrimônio público

A imprensa tradicional continua interditando qualquer debate mais sério e profundo sobre graves questões do país. Cobre-se os governos e a pandemia. É sobre os dois que são usadas todas as páginas.
Não há grandes reportagens sobre o desemprego, nenhuma análise abrangente ou profunda do tema. Não se faz qualquer prospecção sobre o futuro do país que ultrapasse a próxima eleição presidencial. Quando o assunto é economia teclam-se as duas únicas notas permitida — privatização e reformas, como se elas fossem cloroquina e ivermectina. Debater o conteúdo de alguma reforma não é permitido.

Um evento exemplar dessa prática estranha de jornalismo é a privatização da Eletrobrás. Vão privatizar de um jeito tão criativo que os novos donos não vão pagar nada pelo controle de um das maiores e melhores negócios do mundo.

O negócio está sendo feito de tal forma que ninguém é responsável pela transação. O poder judiciário se desonera. O Cade recomenda fazer. O Bndes cuida da modelagem e o Congresso autoriza.

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