O negócio das redes sociais, como Facebook, Twitter, WhatsApp, Instagram, Tik Tok e Telegram, para citar apenas os maiores e mais poderosos, é a comunicação ampla, cada vez mais próxima de cobrir todo o potencial do mercado. São empreendimentos de inegável sucesso. São também úteis à sociedade, por fazerem conexões de baixo custo para o usuário individual.
Sim, individual, pois esses sistemas estão produzindo custos sociais e políticos adversos, negativos, até potencialmente perigosos se não forem minimamente regulados. As redes ganharam uma força política e econômica sem precedentes, conseguiram, numa estratégia competente, colocar-se acima das nações e de suas leis, pagam pouco imposto e não prestam contas a ninguém.
Nem mesmo autorregulação fazem, pois nitidamente recusam-se a fazer até controle de qualidade dos conteúdos, ignorando mesmo a manipulação de fatos e a informação falsa, beirando o crime em muitos casos e mercados.
É uma aposta que essas grandes empresas vêm ganhando contra tudo e contra todos que exigem um mínimo de responsabilidade nos últimos dez anos, pelo menos.