Eleição na ABI estimula debate de uma agenda consensual

A Associação Brasileira de Imprensa ABI realizou eleições e os seus associados elegeram a Chapa 2 ABI Luta pela Democracia, que tem como presidente e vice os jornalistas Otávio Costa e Regina Pimenta, derrotando a chapa 1 que tinha Cristina Serra e Helena Chagas, candidatas derrotadas a presidente e vice-presidente.

As duas chapas tinham representatividade e eram objeto de respeito e admiração dos associados, pois ambas eram compostas por jornalistas que compartilhavam princípios e valores democráticos e ideias e visões progressistas. As propostas não eram iguais, mas as diferenças não eram tão substantivas a ponto de representar recuos ou ameaças.

Profissionais mais experientes aqui e ali manifestam suas expectativas para a gestão da nova direção. Eis algumas:

  1. Unir os profissionais de jornalismo, o que é perfeitamente possível em função de as afinidades serem mais relevantes que qualquer diferença;
  2. Ampliar o protagonismo da ABI, levando-o ao nível de outros momentos históricos delicados;
  3. Apoiar e defender os respeitáveis profissionais e empresas que fazem jornalismo sério e responsável de perseguições (como injustificados processos judiciais) e ameaças de constrangimento e violência;
  4. Observar e agir firme e tempestivamente na defesa objetiva da lisura da disputa eleitoral;
  5. Participar do debate inadiável da regulamentação das redes sociais e big techs, hoje fora do alcance da legislação e do controle do institucional mínimo;
  6. Zelar pela democracia e pelo estado de direito, para o que deve se articular, se possível, com as demais entidades associativas da imprensa.

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