Perda de poder e prestígio: candidatos recusam falar para a Globo

A música de Chico Buarque já dizia que “de muito gorda, a porca já não anda” e que de “muito usada, a faca já não corta”. A Rede Globo abusou do próprio poder, desgastou a própria força e, talvez arrogante, descuidou da própria credibilidade.

Entre um golpe e outro, forçou a barra do jornalismo e impôs suas próprias preferências políticas, suas opções econômicas, submeteu o país a suas escolhas, e abriu mão de valores por simpatias e antipatias pessoais. Há sinais de que a fatura chegou.

Os dois candidatos a presidente à frente das pesquisas recusaram convite para entrevistas na Globo News. Na Rede CBN a candidata da terceira via manda representante para uma entrevista de meia hora. A data de vencimento das concessões se aproxima e o governo diz (e ainda não desdisse) que vai dificultar a renovação (que sempre foi automática). A audiência cai e a imagem pública da marca Globo é associada a coisas negativas. Pra completar, o mercado especula que a empresa procura uma parceria (sociedade?) com uma Big Tech.

A Globo continua grande e poderosa, mas queimou muitas de suas reservas

Compartilhar esta publicação:

Facebook
Twitter
LinkedIn
WhatsApp