A responsabilidade da imprensa: 4 anos de tragédia e a escolha continua difícil

Em 2018 eram de um lado Fernando Haddad (do PT) e do outro Jair Bolsonaro (do PSL) no segundo turno das eleições, mas também no primeiro (também com Ciro Gomes num distante terceiro lugar). A imprensa tradicional dizia que os dois eram iguais e a escolha muito difícil, ambos nós dois extremos do espectro político. Era mentira. Os dois eram muito diferentes. Um era gestor público experiente (como ministro e como prefeito), com sólida formação acadêmica (mestre e doutor) e forte convicção democrática. O outro foi por seis mandatos um parlamentar medíocre, sem projetos e sem bandeiras, militar expulso da corporação e apologista da censura, da tortura e do golpe contra a democracia.

Quatro anos depois, a imprensa tradicional se coloca quase da mesma forma e não percebe (ou finge não perceber) a diferença entre a civilização e a barbárie. E, tudo indica, vai agir de novo contra o país. Cria uma inexistente terceira via. Fecha os olhos para quatro anos de abusos e absurdos do presidente que busca reeleição. E tudo faz para apagar créditos e méritos inegáveis do ex-presidente que está na disputa, tendo sido testado por 2 mandatos.

O que ou quem e como vai explicar à distinta audiência tamanha irresponsabilidade e inconsequência? Para onde levam a nobre função do jornalismo? E o que acontecerá com o país e com sua gente?

Parece que o desastre e a tragédia dos últimos quatro anos não são o bastante

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