O atentado: jornalismo em ritmo de cinema de aventura

Nesta segunda-feira, entre 11:35 e 12:20, a Rádio CBN, da Rede Globo, fez cinco entradas para a notícia de tiros num evento de campanha do candidato Tarcísio de Freitas, em São Paulo. E a cada nova entrada um detalhe se soma, mantendo um clima de quase suspense e aventura.

A gravidade vai aumentando e os tiros viram troca de tiros. O evento vira um “ataque ao candidato”. A nota seguinte já traz a manifestação do candidato nas redes sociais. Na próxima o governador de São Paulo Rodrigo Garcia se manifesta por nota, feliz por o candidato estar bem. Na última nota já existe manifestação do chefe de gabinete da Segurança Institucional da Presidência, general Augusto Heleno. E aparece uma poça de sangue. Por fim, até a palavra do presidente da República, Jair Bolsonaro. Ninguém da polícia disse nada.

É um procedimento jornalístico incomum. Além disso, considerando o antecedente da “facada”, algum ceticismo e atitude crítica seriam esperados.

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