Conexão da imprensa tradicional com o “mercado” mostra a fragilidade fundamental do jornalismo econômico. Os “analistas” do mercado que funcionam como “fontes” dos principais veículos de comunicação na verdade defendem suas próprias teses e os interesses das suas empresas ou clientes, naturalmente. O que não é natural é a imprensa comprar de forma automática e acriticamente todas essas teses e visões frágeis e simplistas.
Nesta quinta-feira, a imprensa deu tempo e espaço para essa versão única sobre o comportamento da oscilação da bolsa e da cotação do câmbio. Nenhuma outra visão foi considerada pelos jornalistas e editores.
A audiência espera mais e melhor dos profissionais (alguns experientes e de boa reputação) e dos editores. A complexidade e a delicadeza do momento que vive o país exige e pede um mínimo de qualidade, profundidade e profissionalismo.