Jornal Nacional dá manchete e oito minutos para escândalo das jóias

O Jornal Nacional desta segunda-feira, 6, trouxe o escândalo do contrabando de joias que envolve o ex-presidente Jair Bolsonaro, a ex-primeira dama Michelle Bolsonaro, o ex-ministro Bento Albuquerque e o ex-ajudante de ordens coronel Mário Cid (da presidência) com valor superior a dezesseis milhões de reais.

Algumas observações da perspectiva jornalística:

  1. O fato foi a manchete do JN, naquele momento inicial que se chama “escalada”, com os destaques;
  2. O fato foi também o primeiro assunto a ser tratado na edição, outra indicação de destaque;
  3. O fato mereceu nove minutos do começo ao fim, algo como um quinto de toda a edição;
  4. O fato não foi repercutido entre os membros do parlamento;
  5. A única autoridade entrevistada foi o ministro da Fazenda, a quem está subordinada a Receita Federal, explicando qual seria o procedimento correto; o ministro da Justiça é apenas citado;
  6. Como parece ser correto, ninguém da Receita Federal se pronunciou;
  7. Nenhum elogio ou reconhecimento foi feito da ação da Receita Federal e dos servidores, que resistiram a pressões para facilitar as coisas— isso mostraria a importância da estabilidade do servidor público.

A Globo agiu com agilidade, se comparar o caso presente com o que ela fez ao longo de quatro anos.

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