imprensa não consegue tratar de maneira inteligente a questão da segurança pública. Na Bahia e no Rio de Janeiro eventos extraordinariamente violentos sacudiram o noticiário de praticamente todos os veículos de comunicação. Não raro, grades de programação de rádio, TVs abertas e TVs por assinatura dedicaram até uma hora sem interrupção aos eventos. E nem assim conseguiam fazer algo significativo e surpreendente em matéria de jornalismo. Nem abrindo novas perspectivas, nem aprofundando a análise, mesmo quando entrevistavam estudiosos da área. A imprensa, quando se trata da questão da segurança pública, termina por repetir-se e permanecer numa abordagem estreita e rasa.
A repetição sem fim de curtas peças de registros audiovisuais, a repetição de dados e informações já divulgadas e a análise focada apenas na dimensão policial não chegam a irritar ouvintes e telespectadores— falta-lhes capacidade crítica. A reação da população se restringe a buscar satisfação no canal concorrente. E não a obtém. A insatisfação se acumula e só cresce.
A imprensa, curiosamente, reclama da falta de um debate sério e se queixa de que tudo se repete e nada muda. Não está claro a quem estão dirigindo a cobrança. A imprensa nem parece mais saber o que e a quem cobrar quando a questão é segurança pública.
A Globo News e a CNN até tentam e parecem realmente se empenhar, mas as equipes parecem fracas e o máximo que conseguem é produzir algum infográfico ou uma “arte”. E quando conseguem comemoram como se fosse uma grande conquista.
A Band, o SBT e a Record não dão sequer a impressão de querer melhorar. No rádio, não há o que destacar .