OS BILIONÁRIOS DO JORNALISMO E O JORNALISMO DOS BILIONÁRIOS

Sete dos sessenta e nove bilionários, listados entre os brasileiros pela revista Forbes na sua lista anual, são sócios controladores de veículos de comunicação. São três membros da família Marinho (João Roberto, José Roberto e Roberto Irineu), do grupo Globo; Rubens Menin, da CNN Brasil; Edir Macedo, da Record; Luís Frias, da Folha e João Moreira Salles, da revista Piauí. Saíram da lista Silvio

Santos, do SBT, e Ricardo Civita, da editora Abril (vendida).

No caso da família Marinho, os bilhões vieram do jornalismo. Três deles têm negócios no mercado financeiro (Frias, Moreira Salles e Menin). Edir Macedo divide com o ramo de igrejas.

Aliás, a revista Veja consta ser do grupo do banqueiro André Esteves, do BTG. E o Estadão estaria sendo apoiado por um comitê de empresários para superar uma nova crise financeira.

A revista Piauí não busca espaço no jogo politico através do prestígio jornalístico. Os outros, sim.

A conexão com jornalismo faz bem ao sucesso dos negócios noutros ramos, sobretudo no mercado financeiro.

O inverso não parece verdadeiro. O jornalismo sofre.

Em outras palavras os bilionários do jornalismo são melhores que o jornalismo dos bilionários.

(Texto escrito a partir de notícias do ICL Instituto Conhecimento Liberta).

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