O maniqueísmo construído pela mídia: quem não é de esquerda, há de ser necessariamente de direita.
A direita para esta mesma máquina de carimbar indícios ideológicos é impositivamente radical. Tudo o que não é de esquerda há de ser de direita “radical”.
Se a questão posta a estes carimbadores anônimos for da definição do que estimam ser “esquerda” dificilmente teremos o reconhecimento da “direita” como pensamento política e organização partidária.
Direita ou esquerda nada mais são do que a redução semântica de metáforas mal construídas.
O que as nivela em um mesmo plano de identidade são os mecanismos utilizados para a imposição das suas ideias — a afirmação autoritária dos poderes do Estado e as estratégias das ações de governo.
Associar o viés de direita ou de esquerda no quadro da política brasileira de candidatos singulares. como Boulos ou Nunes, em São Paulo, ou Sartro e André, em Fortaleza, significaria associar o nada como cousa nenhuma. O embate eleitoral dá-se,de fato, em um quadro de interesses de natureza reconhecidamente “populista”.
Direita e esquerda são designações vagas que emprestam uma certa respeitabilidade a velhas disputas inconsequentes que marcam a política noz Brasil.