A Federação Nacional dos Jornalistas, presidida pela cearense Samira de Castro, está entre as entidades que farão funcionar o Observatório da Violência Contra Jornalistas. É uma ferramenta que para assegurar a prerrogativa de bom exercício da profissão, especialmente diante de situações de violência contra quem cumpre o papel de informar. Não é uma medida à toa nem midiática. É de sobrevivência mesmo – dos trabalhadores, das instituições e da própria Democracia. Ainda nas manifestações de rua de 2013, nas quais se pediram do impeachment da presidenta Dilma à volta ao poder dos carniceiros na ditadura militar de 1964, criou-se uma maré violenta contra o jornalismo decente, como se deve chamar o que não se vale de fake news – aquele distante de vigaristas que apoiam golpe e espalham mentiras em redes sociais. O caso mais grave daquela época foi o assassinato do cinegrafista Santiago Andrade, da rede Bandeirantes, em 2014. Nos dias de Jair Bolsonaro como presidente, as hostilidades ganharam mais volume. Diretrizes, composição, organização e funcionamento do Observatório já foram oficializadas por medida do Ministério da Justiça. É esperar que essa notícia vire manchete.
* ROBERTO MACIEL, jornalista, é Diretor-Editor do Portal InvestNE (portalinvestne.com.br), onde este texto foi originalmente publicado.