O início do governo Donald Trump nos Estados Unidos em 20 de janeiro trouxe à luz a necessidade imperiosa dos veículos de comunicação darem ao noticiário internacional uma escala de prioridade e atenção que já houve no passado, mas foi abandonada. O acúmulo de eventos de impacto (guerra na Ucrânia, massacre em Gaza, movimentos políticos impensáveis na Europa, a ascensão da direita, a agudização de tragédias climáticas…) impõe um jornalismo capaz de informar, analisar e opinar, dando contexto e considerando evolução histórica que não encontra nas redações pessoal qualificado.
A mudança só tende a se consolidar e exigir cada vez mais competência e profissionalismo. E as redações correm para as universidade em busca de professores que saibam pensar e falar “em cima dos fatos”. E o acadêmico está acostumado a responder demandas em semanas ou dias, com honrosas exceções. E o jornalismo não pode esperar.
Talvez seja hora de procurar gente capaz entre os muitos aposentados dos últimos dez ou mais anos. Essa “rapaziada” de cabelos brancos sabe das coisas.