Os desafios à liderança da Rede Globo vêm se acumulando e crescendo, formando uma sombra sobre o futuro da organização e colocando em risco sua hegemonia no mundo da informação e da formação da opinião pública em todo o país. Se não bastasse as pressões das novas tecnologias dos gigantes da internet, como Google, Facebook, You Tube e Netflix, para citar apenas os maiores e mais evidentes, com o presidente Jair Bolsonaro ocupando o Palácio do Planalto, seus concorrentes nacionais, Rede Record e o Sistema Brasileiro de Televisão, dirigidos por Edir Macedo e Silvio Santos, respectivamente, estão se sentindo fortalecidos, prestigiados e estimulados a enfrentar de forma mais direta e frontal a Vênus Platinada. Sinal desta mudança foi o presidente deixar-se filmar e fotografar no desfile de 7 de setembro ladeado pelos dois empresários.
Há que se levar em conta que a Rede Globo tem uma gestão administrativa e técnica reconhecidamente competente, além de uma estrutura de capital que lhe confere liquidez e solidez. E ainda mantém liderança isolada de audiência em praticamente todas as faixas de horários. Conta ainda com uma sólida rede de rádios e jornais parceiros quase do Oiapoque ao Chuí. O mesmo não se pode dizer da Record e do SBT, razão por que a ameaça maior venha das mudanças tecnológicas.
Analistas dizem que a Globo evitou tratar de seus interesses estratégicos com o PT, acreditando que seria mais fácil articular seus interesses com qualquer outro partido que chegasse à presidência.
Quem fará o próximo lance neste delicado e estratégico jogo de xadrez?