Os três maiores e mais tradicionais jornais brasileiros do eixo Rio-São Paulo, o Globo, Folha e Estadão, passaram vários dias sem dar destaque aos eventos da revolta da população do Chile, limitando-se a dar pequenas e pouco destacadas notícias, apesar da escalada da violência.
Nesta segunda-feira, entretanto, os três jornais deram destaque amplo na dobra superior de suas primeiras páginas, destacando mortes, saques, prisões e mais vioência. O fato não é raro e aponta para uma espécie de articulação espontânea das coberturas, das manchetes e do que fica em segundo plano.
O mesmo procedimento básico ocorreu nas manifestações e protestos que sacudiram o Equador há poucos dias.
Nos dois casos, o noticiário apontou que a reação da população ocorreu por causa de um simples aumento de preços (de combustíveis, no Equador, de transporte, no Chile).