Globo x Bolsonaro. Leão x hiena? Não se trata de jornalismo ou de política. Trata-se de estratégia.

Em pleno clima de guerra contra o presidente Jair Bolsonaro (que dois dias antes havia feito insinuações de que não renovaria a concessão da emissora), a Rede Globo de Televisão jogou no Jornal Nacional, seu noticiário do horário nobre, a informação que, objetivamente, vinculava o presidente ao assassinato da vereadora Marielle Franco, ocorrido em março de 2018. Na manhã do dia seguinte e ao longo de todo o dia, jornalistas das outras redes de TV e de rádio fizeram críticas, qualificando a reportagem como “insegura”, “imprudente”, “precipitada”, “vulnerável”. Ao mesmo tempo, os mesmos jornalistas atacavam de forma dura a resposta do presidente da República, que qualificava o fato como “canalhice”, “patifaria” e foi ainda mais explícito quanto à clara intenção de não renovar a concessão da Globo “e de outras”. Prenunciava-se uma guerra de gigantes. Mas, a montanha pariu um rato, não uma grande batalha. A Globo recuou ante as explicações de procuradoras do Ministério Público e das articulações do Ministro da Justiça Sérgio Moro e o Procurador Geral do Ministério Público Federal.

Bolsonaro 1 x Globo 0. Mas o jogo só começou.

 

 

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