Economista junta fatos soltos da grande imprensa e produz uma denúncia que repercute nas redes

A grande e tradicional imprensa costuma fragmentar seu noticiário, evita colocar os fatos em perspectiva e dar seu real contexto e raramente faz uma análise mais séria e profunda. Com esse procedimento joga em suas edições as informações como peças de um quebra-cabeças sem sentido, sem repercussão na vida das pessoas. Certamente não se trata de ingenuidade ou capacidade, deve ser uma escolha consciente e uma decisão política de suas cúpulas editoriais, quando não uma tática óbvia da busca da audiência  mais fácil e de atendimento de um leitor/ouvinte/telespecatdor menos exigente.

Juntar as peças, contextualizar e fazer uma análise de fundo foi o que fez o economista Eduardo Moreira no que se refere aos fatos recentes que envolvem as questões de terra e produção agrícola em todo o Brasil. O ex-banqueiro e hoje consultor, conferencista e blogueiro faz uma denúncia: o interesse nacional, a produção de alimentos e a riqueza do território estão ameaçados pelo que ele chama de quatro pilares: 1. alta da taxa do dólar; 2. enfraquecimento dos programas públicos de compra de alimentos do pequeno produtor; 3. falta de acesso a financiamentos adequados pelo pequeno e médio produtor; 4. liberação de centenas de agrotóxicos. Esses quatro pilares vão derrubar a produção de alimentos, acabar com o emprego na zona rural e obrigar o produtor (sem lucro, sem  venda, sem financiamento) a vender suas terras. Não à toa o governo federal anunciou hoje mesmo novos procedimentos simplificados para regularizar a posse de terras de maneira rápida (uma espécie de “fast track”) que pode beneficiar até grileiros (inclusive de terra pública, pois a prova exigida será apenas uma declaração do interessado).

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