Montanha russa da taxa de câmbio: jornal mostra otimismo mesmo com saída de 40 bilhões de dólares

A taxa de câmbio dólar versus real oscilou nos últimos seis meses entre R$3,75 e R$4,27, sem que houvesse qualquer razão objetiva direta para uma variação tão violenta. Examinando este assnto em seu editorial desta quinta-feira, o jornal paulistano Folha de S. Paulo conseguiu ver naturalidade e até aspectos positivos nos fatos, alegando que não há problema nenhum, porque o risco Brasil está baixo. A opinião parece apenas estar em sintonia com o apoio incondicional que a tradicional imprensa, atuando em consenso, dá ao governo Bolsonaro e sua política econômica.

O jornal considerou menor até o fato de que a saída de moeda forte do país bateu o recorde dos últimos vinte anos, chegando, em 12 meses, ao valor de quarenta bilhões de dólares. A Folha sequer questiona a atuação do Banco Central no que se pode chamar de montanha-russa da taxa de câmbio: já que o BC atua (através de seus negociadores, os dealers) comprando e vendendo, e nessa atuação pode ter lucros ou prejuízos bilionários. Sem falar que os fatos desmentem a alardeada “volta dos investimentos”.

 

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