Humorismo e literatura fazem a síntese do sentimento mais exato que define o Brasil dos dias atuais. O escritor Luis Fernando Veríssimo faz uma crônica no Globo para dizer que estamos virando um país de patifes. O humorista José Simão diz, entre uma piada e outra, que “o Brasil é uma bomba-relógio prestes a explodir” e dá outra gostosa gargalhada (Rádio Band News hoje, quinta, 20, 8:40 h). São expressões mais fiéis da realidade do que todo o noticiário e todos os editoriais da grande imprensa tradicional, que finge não apoiar a essência do que o governo de Jair Bolsonaro representa.
Leia um trecho da crónica de Veríssimo:
“…O apatifamento de uma nação começa pela degradação do discurso público e pela baixaria como linguagem corriqueira, adotadas nos mais altos níveis de uma sociedade embrutecida. Apatifam-nos pelo exemplo. Milícias armadas impõem sua lei do mais forte e mais assassinos com licença tácita para matar. Há uma guerra aberta com a área de cultura e a ameaça de um retrocesso obscurantista nas prioridades de um governo que ainda não aceitou Copérnico…”