As revistas de circulação semanal continuam na espiral de queda de seu prestígio, de sua força editorial e de seu desempenho comercial (queda da receita de circulação e da receita publicitária). Neste fim de semana nenhuma das três revistas mais conhecidas (Veja, Época e Isto É) teve impacto relevante – nem por conta de suas capas, nem por conta de suas entrevistas, nem por conta de suas matérias. E sequer podem alegar a falta de temas quentes na política, na economia e na cultura, seja em nível nacional, seja em nível internacional. O que autoriza uma hipótese de diagnóstico do problema: falta de qualidade do jornalismo, questão que se alimenta dos excessos (e erros e abusos) editoriais cometidos ao longo dos últimos doze anos.