Imprensa não debate, não discute as ideias de Paulo Guedes, apenas elogia

A insistência do ministro da Economia Paulo Guedes na recriação de um tributo sobre movimentações financeiras (na linha da antiga CPMF) vai jogando luz sobre suas reais intenções, na medida em que o próprio ministro deixa escapar pistas. Uma dessas pistas é que o assunto da “nova CPMF” aparece sempre ligado à desoneração da folha para as empresas que contratam trabalhadores. Isso faz lembrar que Guedes também insiste na Capitalização Individual como “a solução final” para a Previdência que passaria a ser totalmente privada, transferida para a rede bancária e financiada pela arrecadação da nova contribuição. Um negócio de centenas de bilhões de reais por ano, numa modelagem parecida com a que vigorou no Chile por 30 anos (e no ano passado provocou uma revolta popular).

A imprensa tradicional não debate as ideias de Paulo Guedes, apenas as elogia, mesmo antes dela serem expostas. No caso da nova CPMF o silêncio ainda é total, pois as negociações da mudança ainda não se completaram e há reações. O presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia é contra e não se cansa de ir a TVs e dizer isso com todas as letras. Por enquanto.

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