O déficit faz aniversários e ninguém enfrenta o problema de frente

O Brasil vai entrar no quarto ano de déficit fiscal primário depois do impeachment feito com base nas pedaladas fiscais. Todos os economistas e analistas manifestam diariamente sua convicção no imperativo do equilíbrio das contas públicas, seja rádio, no jornal, na revista e na televisão. É quase uma unanimidade, até porque ninguém se atreve a ser contra algo tão simples e evidente, a começar do próprio governo. Entretanto, o déficit continua lá, intacto, pujante, expressivo. É um espetáculo curioso que nada de efetivo e concreto tenha sido feito pelo governo ou pelo Parlamento que tenha ido além do discurso e do corte dos gastos administrativos da máquina prestadora de serviços. Não há propostas, não há projetos, as muito faladas “reformas” não atacam o problema de frente, só dribla e desvia. A solução completa e definitiva deveria ter acontecido há três anos com a Lei do Teto de Gastos, afinal, o diagnóstico sempre foi que os gastos só subiam, sem controle. O teto já fez vários aniversários e o déficit continua.

A imprensa mantém o assunto em pauta e repete o mantra anterior ao teto de gastos. E o déficit segue. Será apenas uma questão de incompetência e ignorância?

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