A insistência do ministro da Economia Paulo Guedes em trazer de volta a CPMF de forma cem por cento vinculada aos encargos das folhas de salários das empresas é mais do que um simples indício de que ele ainda não desistiu de implantar no Brasil o modelo chileno de capitalização da previdência. A imprensa não levanta o assunto porque está alinhada com a ´agenda do Guedes´, que é a real agenda de interesse do mercado, que se completa com a privatização das joias da coroa entre as estatais. Uma vez introduzida na legislação, a CPMF ficará mais fácil e operacional, podendo ser ampliada e gerida por decreto.
Como dizem os italianos, pode não ser ainda fato, mas é bem provável. Não há outra explicação para o vínculo entre as duas coisas e o que justificaria o vai-e-vem do presidente da República em relação ao novo tributo.
Um ponto de checagem futuro será a possível mudança de atitude de Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados.