A cobertura da viagem do presidente Lula à reunião do G7 no Japão, durante quase uma semana, foi suficiente para mostrar como, de certa maneira, se coloca o jornalismo em dois extremos: um deles aponta erros e gafes que teria cometido Lula e outro indica a retomada de prestígio do Brasil e do próprio Lula.
A imprensa alternativa não tem condição estrutural de fazer uma cobertura direta: depende das fontes oficiais e de notícias em segunda mão. Pode terminar fazendo assessoria de imprensa.
A imprensa tradicional tem sistemas próprios de captação direta e através de sólidas relações com agências internacionais.
Para complicar, Lula não tem agido de forma afinada com os países mais ricos e mais poderosos. E isso já o transforma em alvo. E, para completar, há um vigoroso “jornalismo de guerra”, literalmente.
O leitor sofre a desinformação quase inevitável é completamente. Todos perdem. Jornalismo, leitores e jornalistas.