Qualquer leitor de jornal minimamente bem informado sobre o jornalismo e suas características, suas práticas e seus valores, sabe que o Editorial é o texto mais importante de uma edição. Ele leva ao leitor a opinião do próprio jornal, é um texto refletido, ponderado. É escrito por um profissional destacado entre os mais experientes e qualificados. E o posicionamento que o editorial transmite é normalmente debatido entre o editorialista e o diretor do jornal (seu dono, quase sempre). Portanto, o editorial reflete o pensamento do jornal, deve ser consistente com os princípios e valores que o jornal defende e defendeu ao longo de sua história. Assim, não há jamais que alegar ingenuidades no texto de um editorial. Claro, isto se aplica a jornais sérios, jornais de qualidade, jornais que se impõem ao respeito da sociedade.
É o que cabe dizer sobre o editorial da Folha de S. Paulo que defende e protege Jair Bolsonaro, que o recomenda ao povo brasileiro, que propõe que ele tenha um papel relevante na política do país, bastando que ele faça ajustes no seu comportamento.
A Folha de S. Paulo não para de cair. Uma vergonha para quem foi por um tempo o melhor jornal do país (anos 1990), que lutou para retomar a democracia (1983, diretas já). Uma recaída para um jornal que chamou a ditadura de ditabranda (2009).