A FRAGILIDADE DA ANÁLISE NA IMPRENSA FICOU EVIDENTE COM LULA NA ONU

A fragilidade da imprensa fica especialmente mais evidentes nos primeiros momentos que se seguem aos fatos. É que os eventos pedem análise e nessa hora somente os melhores e mais experientes profissionais são capazes de fazer um bom trabalho e deixar o espectador (ou ouvinte ou internauta) satisfeito.

De um modo geral, jornalistas se habituam a cobrir fatos e fazer análises com viés previamente definido, de forma que há uma espécie de roteiro ou orientação básica. Na politica, quase tudo é efeito da polarização. Na economia, a causa de qualquer problema é o excesso de gastos e o perigo é a explosão da dívida. Lula 3 não embala, tropeça na impopularidade. Em politica externa, os Estados Unidos sempre têm precedência. E qualquer palavra ou ação mais ousada é erro contra o profissionalismo do Itamaraty. A direita é sempre não mais que liberal, a esquerda é, quando pouco, no mínimo radical.

O que aconteceu hoje na Assembleia Geral da ONU, quando Trump elogiou Lula, foi um bom exemplo. Como analisar o fato sem poder encaixar a interpretação nos moldes tradicionais? Ninguém sabia.

Aí entra o complexo de inferioridade (ou mais exatamente o complexo de vira-latas). O Brasil não pode ser otimista, o país nunca acerta, algo pode ou vai dar errado…

O que ocorre é que o próprio ouvinte ou telespectador percebe a insegurança e o nervosismo dos profissionais. E se frustra. E volta para as redes sociais.

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