A imprensa chilena pode se considerar derrotada pela população que foi às ruas de Santiago e obrigou o presidente Sebastian Pinera a recuar e se dispor a fazer mudanças radicais imediatas no seu governo. Até poucos dias, os principais veículos de comunicação do Chile culpavam Cuba, Venezuela e “baderneiros” pelas manifestações populares de reação aos problemas econômicos e sociais estruturais e conjunturais.
O presidente Chileno, depois do tsunami humano que encheu as ruas da capital, já recuou no toque de recolher, na decretação do estado de emergência e no pedido a seus ministros que coloquem os cargos à disposição. E o mais importante: Pinera pediu desculpas ao povo por não ter compreendido a situação do povo.