A imprensa não consegue dizer quem é Bolsonaro e como foi seu mandato

Analistas políticos dizem que perto de um terço da população adulta brasileira tem forte simpatia por Jair Bolsonaro, mesmo que ninguém faça a defesa de seu desempenho no mandato de quatro anos. É literalmente um caso de afinidade eletiva, já que seus simpatizantes apenas condenam tudo e todos, passado e presente.

Esta leitura da realidade do país teria que ser feita pela imprensa profissional e tradicional. Seu papel institucional de mediar a vida pública, na política e na economia, principalmente, foi esquecido, abandonado.

Essa imprensa ou não pode ou não é mais capaz de fazer essa leitura crítica. Demitiu-se do papel. Ou de tanto fazer leituras enviesadas, não tem mais o equilíbrio necessário. Como se tivesse manipulado tanto os fatos, a análise e a opinião que não pudesse recuar e recomeçar e corrigir-se.

As redes sociais não cumprem este papel por escolha consciente. Preferem a confusão do que a contribuição. Abriram mão faz tempo de respeitar valores e princípios.

O Parlamento empobreceu. Não, não está fraco. Cuida de interesses. Está forte até demais, o que no Brasil é um perigo.

Não se pode pedir nem esperar que o Judiciário e o Executivo desempenhem essas funções. Nem a própria sociedade tem lideranças de qualidade para o momento.

O país está na areia movediça que se espalhou por todo canto nos últimos anos.

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