A impensa tradicional brasileira transmite e defende a falsa ideia de que o 5 a 4 da decisão do Copom – Comitê de Política Monetária do Banco Central foi um evento único, fora da curva e sinalizador de uma grave crise. Cinco votos por uma queda de juros de 0,25 e quatro por uma queda de 0,5 por cento na taxa Selic (que fixa o juro a ser pago aos aplicadores em títulos da dívida pública).
Ano passado, houve um mesmo 5 a 4 no Copom e ninguém chiou, ninguém viu crise. Naquela ocasião (início do segundo semestre de 2023) aconteceu uma mesma disputa entre uma escolha entre uma queda da taxa de 0,25 ou 0,5 por cento, e foi decidida da mesma forma, com o voto de Minerva de Roberto Campos.
A única diferença é que numa das reuniões Roberto Campos votou por o,25 e na outra por 0,5 por cento de queda.
Na primeira vez o presidente do Banco Central Roberto Campos foi festejado e ninguém viu nada dramático na divergência. E na época Lula não havia indicado ainda os quatro novos diretores.
A imprensa não pode (ou pelo menos não deve) continuar agindo assim, como uma biruta. Isso é dar vexame, passar desinformação.
O sistema financeiro nem precisa se desgastar, a imprensa faz de tudo por ele. E se desgasta por isso.