Machado de Assis, o maior escritor brasileiro de todos os tempos e um dos maiores do mundo, disse uma vez: “Morreu, podemos homenageá-lo à vontade”. Bem, o Brasil está muito gravemente doente e piorando, praticamente morto, sua morte cerebral pode ser decretada, só há espasmos.
Mas a “agenda econômica” segue lépida e fagueira. E nestes dias completou-se a entrega (esta é a palavra, pois não houve venda ou pagamento) da gigantesca Eletrobrás (onde o dinheiro brasileiro foi investido durante quase seis décadas), uma transação estranhíssima.
A imprensa brasileira tradicional não consegue ver o que está acontecendo há anos diante do seu nariz, à luz do sol, sem disfarces, sem pudor. O país, princípios e valores, as instituições, a democracia, o estado de direito, a civilidade…a coesão social, tudo em processo planejado de desconstrução.
É justo cobrar da imprensa? Sim, claro. A vida pública se faz pela imprensa, na imprensa, com a imprensa. É a imprensa que constrói ou destrói a coesão social.
O Brasil está morrendo e a imprensa a tudo assiste, cega, surda, muda e burra, cuidando apenas dos assuntos de dinheiro.
Chega! Basta!
A imprensa precisa acordar e informar ao povo brasileiro o que está acontecendo,