A imprensa precisa cobrar informações do Banco Central sobre alguns bilhões de reais de milhões de brasileiros

A imprensa brasileira está realmente dormindo no ponto, habituada a não competir, beneficiada por mercados monopolizados ou cartelizados. As audiências e as circulações líquidas pagas caíram e não há sinais de recuperação à vista. E, tudo indica, ficou no passado, convenientemente esquecida, a missão de defender os interesses da maioria da população e cobrar qualidade do serviço público, fiscalizando-os com rigor, regularmente.

Há semanas o Banco Central anuncia que dezenas de milhões de pessoas têm algum saldo de dinheiro em alguma conta do sistema financeiro. E, numa parceria informal, BC e imprensa empurram as pessoas a fazerem uma única coisa: ver e sacar o saldo.

Ora, isso não é bom serviço público. Ora, ora, isso também não é bom jornalismo. Ora, ora, ora, isso está longe de tratar bem e defender o interesse da maioria da população.

Que Banco Central é este que nada explica e nem presta contas do dinheiro da população?

Que imprensa é esta que não faz qualquer pergunta,não investiga e não defende interesse legítimo?

Então façamos as perguntas e cobremos do Banco Central a devida transparência:

  1. Por que não há um extrato para cada conta com saldo?
  2. Como se explica um saldo de centavos?
  3. Quanto pode ter sido debitado de tarifas em cada uma dessas contas?
  4. Quanto era em valor real o saldo de cada uma destas contas há 5 anos? E há 10 anos? E há 20 anos?
  5. Qual o sentido jurídico de alguém encerrar formalmente uma conta, antes de ter esclarecimentos de qualquer tipo?

O fato é que há satisfação a dar a milhões de brasileiros e brasileiras. É isso não tem dinheiro que pague.

Ou tem?

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