Ameaça explícita contra anunciantes da Folha e de não-renovação da concessão da Globo não têm precedentes

O presidente da República fez ameaças diretas e praticamente explícitas contra dois dos maiores veículos de comunicação do país, a Rede Globo de Televisão e o jornal Folha de S. Paulo. No caso da Folha, ele já falou diretamente e agiu, por exemplo, ao anunciar publicamente a ordem para cancelar no âmbito da administração federal todas as assinaturas do jornal paulistano, estimadas em mais de de mil. No caso da Rede Globo, o presidente disse explicitamente que a empresa tome cuidado para não ter nada fora do rigorosamente certo em 2022, quando vence a sua concessão (televisões e rádios são concessões públicas com prazo de vencimento).

Conflitos políticos e de opinião entre governantes e imprensa são comuns, mas, não desta forma, não nessa dimensão, não de forma tão explícita.

De uma forma ou de outra, a ameaça pode funcionar e os veículos podem mudar de opinião, ou de procedimento. Não será também a primeira vez.

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