Assuntos com alguma complexidade encontram pouco espaço na imprensa

Mesmo quando o tema é relevante e de interesse geral, existe dificuldade de encontrar na imprensa tradicional o necessário espaço. Também na imprensa alternativa, são poucos os blogs que aceitam tratar da maneira adequada estas questões.

A imprensa tradicional usa programas de entrevistas, aqui e ali, para entrar no debate quando a pauta se impõe. Assim, podem dedicar um pouco mais de tempo e formar uma bancada de entrevistadores qualificados. São exemplos raros, mas concretos, o Roda Viva, o Canal Livre, da TV Cultura e da Bandeirantes.

Entre os blogs destaca-se o Jornal GGN, que se pauta pela relevância e tem no seu editor um entrevistador especialmente habilitado. Juca Kfouri, na Rede TVT, pelas mesmas razões, também marca presença.

Esta semana a TVT dedicou uma hora para discutir o problema das pessoas “em situação de rua”, que repercute na imagem e na gestão de quase todas as grandes cidades brasileiras. A Cracolândia, em São Paulo, é apenas um exemplo agudo mais conhecido.

A consequência dessa restrição é que a imprensa deixa de cumprir seu papel fundamental de promover o debate público do que é relevante e concentra atenção no pontual, eventual e banal para competir com as redes sociais na luta por audiência e clicks.

A guerra no oriente médio tem mais atenção. A guerra na Europa Oriental também. Muito mais atenção. Muito mais, mesmo…

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