A parceria da polícia com os meios de comunicação continua no constrangimento de pessoas detidas preventiva ou temporariamente. Profissionais da redação, da fotografia, carros e até helicópteros são mobilizados e expõem pessoas que não foram sequer julgadas. É delicado defender os princípios logo com o caso do Fabrício Queiroz, mas princípios existem para isso. O que se lamenta é que as imagens fáceis acabam por impedir o bom jornalismo com dados, contexto, desdobramentos legais, consequências políticas etc.
Aliás, não custa registrar: raramente a imprensa vai além do velho chavão que se diz depois de todo crime: “…e ninguém foi preso ainda…”. Como se a prisão resolvesse qualquer coisa, quando o que resolve é uma investigação bem feita e um inquérito consistente.