Debate econômico continua interditado e congelado no tempo pré-pandemia

A julgar pelo espaço quase zero que os veículos da imprensa tradicional abrem para o debate sobre as novas possibilidades e perspectivas econômicas pós-pandemia, o Brasil vai continuar discutindo apenas o ajuste fiscal (e apenas pelo ângulo do corte das despesas) e as reformas econômicas (pelo viés do andar de cima) e privatizações. Aliás, falar em propor privatizacões nos dias atuais é quase crime, além de pouca inteligência.

Enquanto isso, os países mais desenvolvidos ou não abrem conversas para propor mudanças econômicas  profundas. Ainda ontem, grupos de economistas propuseram tributar de maneira progressiva os gigantes da tecnologia da informação, que alcançaram um poder financeiro desproporcional (e ao qual alguns estão querendo incorporar poder político). As formas de renda universal mínima são grosseiramente reduzidas a ajudas insignificantes e uma radicalização das políticas de proteção da natureza são evitadas.

No Brasil, o papel do Estado continua sendo tratada por burocratas sem capacidade, sem criatividade e sem responsabilidade, num mundo que já não é mais o mesmo, e não comporta mais o radicalismo neoliberal que fracassou em toda parte.

Os artigos que são publicados em jornal parecem estar fazendo lobby de ideias que já morreram no resto do mundo real.

Num isolado caso de clareza, um jornalista disse que o receituário neoliberal do Brasil recente só consegue ser implantado com “o joelho no pescoço do povo”.

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