Deepfake, este é o nome da arma tecnológica que deve influenciar decisivamente os votos na eleição presidencial brasileira deste ano de 2022. A ferramenta trabalha com imagens e sons. Permite colocar a voz da pessoa num vídeo dela (produzida a partir de inteligência artificial) dizendo coisas que ela não disse. Por exemplo: um candidato a presidente teve um vídeo seu adaptado com sua voz num diálogo fazendo um pacto com um demônio. Noutro, um primeiro-ministro aparece fazendo uma confissão de ter recebido bilhões em corrupção e depositado num determinado paraíso fiscal.
As peças audiovisuais da deepfake já estão sendo usadas há cinco anos e a qualidade da produção é cada vez maior. A tal ponto que a própria indústria do cinema já cogita usar com frequência e intensidade (as experiências iniciais deram bom resultado).
Da falsa notícia escrita para a imagem manipulada. Agora o avanço (sic) decisivo. Pouca gente duvida de uma peça audiovisual de boa qualidade.
Os governos do mundo inteiro parecem incapazes de por freios e limites aos atores do submundo da internet. Neste mundo de crime, o céu é o limite.