O fenômeno político que se chama Jair Bolsonaro pode ser explicado de mil maneiras, principalmente a partir do que aconteceu no Brasil a partir de 2013. Interessa saber como alguém de uma vida inteira de consolidada e reconhecida mediocridade alcança a presidência. Jornalistas, cientistas políticos e sociólogos revezam-se na explicação. Não há consenso. Ontem, entretanto, surge um fato já sabido, mas jamais atestado, que mostra a ponta de um iceberg: existe uma Rede Bolsonaro de Comunicação, um polvo de mil tentáculos, uma máquina de destruição de imagens, de princípios, de conceitos, de valores, de pessoas, de partidos, de instituições e até de empresas de comunicação.
Todos sabiam da existência e da operação bem sucedida da Rede Bolsonaro de Comunicação, capaz de confrontar mesmo as maiores redes formais do país, como ele fez com a Globo.
O que agora sabemos só foi possível descobrir pela ação que vem de empresa privada, o Facebook, que ‘derrubou’ e apontou dezenas de perfis falsos e máquinas de disparos que alcançam diariamente milhões de pessoas, operada de dentro do Brasil e do exterior desde 2018, certamente também influenciando o resultado das eleições.