Desinformação na eleição é risco real e gera temor justificado

O jornalista Henrique Mariante, ombudsman da Folha de S. Paulo, em sua coluna deste domingo, propõe que os grandes jornais formem um novo consórcio para cobrir as eleições e cobrar das redes sociais um posicionamento prévio sobre como vão agir no período de campanha eleitoral.

Eis a justificativa: “…

É imperativo que as redes sociais tornem públicas suas regras para as eleições no Brasil. Reportagem de Patrícia Campos Mello, da última semana, mostra que apenas o Twitter respondeu à questão fundamental para o processo: o que a plataforma fará em caso de contestação do resultado e incitação a violência. Google/YouTube, Facebook, TikTok e Kwai não disseram ainda como vão reagir se ocorrer uma tempestade de desinformação como a que assolou os EUA em janeiro de 2021 e culminou na invasão do Capitólio, em Washington. Já o Telegram ignora olimpicamente as tentativas de contato do TSE.

… Além de esclarecer as regras do jogo, o consórcio poderia também dividir a tentacular tarefa de acompanhar o comportamento subterrâneo das campanhas nas diversas plataformas, principalmente nas menos óbvias….

Não foi o próprio Steve Bannon quem disse que a eleição brasileira era a segunda mais importante do mundo?”.

Parece que ninguém acredita que as instituições responsáveis serão capazes de conter abusos, crimes e absurdos de forma tempestiva por parte das empresas de tecnologia. O que praticamente aponta para uma nova fraude eleitoral.

Entretanto, se o risco existe e o temor tem fundamento, a solução não é a melhor, apesar do bom serviço prestado na área de saúde durante a pandemia, quando o governo parecia esconder a informação e promover a desinformação.

 

 

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