Nesta primeira semana do ano a taxa de câmbio da moeda norte-americana oscilou mais de 4%. Variação desta dimensão em tão curto espaço de tempo só ocorreu antes em 1994. O presidente da República diz que o país está quebrado e no dia seguinte a Bolsa de Valores sobe mais de 2%, sabe-se lá qual é a razão de tanto otimismo (num caso) e tanto pessimismo (no outro).
Enquanto isso, a imprensa não consegue mover-se da sua atitude passiva e inerte com relação a esses saltos para cima e para baixo dos mercados. Jornalistas especializados em economia sabem que só especulação explica oscilações tão grandes e tão próximas de alta e baixa tão expressivas. Ninguém cobra nada do presidente do Banco Central do Brasil, que acaba de ganhar (como todos os outros que o antecederam também ganharam) o título de Melhor Presidente de Banco Central.