O experiente economista Antonio Delfim Neto escreveu em seu artigo semanal no jornal paulistano Folha de S Paulo que a decisão do Congresso que resulta em dobrar (de 1/4 para 1/2 salário mínimo) a renda familiar per capita de quem tem direito ao Benefício de Prestação Continuada (BPC) é “teatro de horror”. E disse mais: “…não será desmentido quem afirmar que boa parte do aumento dos juros futuros e da trágica desvalorização simultânea da Bolsa e do câmbio é efeito daquela insensatez…”.
É impressionante que o referido economista, que é um homem culto, inteligente e bem informado sobre a realidade brasileira, faça a céu aberto e à luz do dia um comentário tão impróprio, injusto e incorreto. Sem falar que o momento é delicado. O ex-ministro parece ter voltado a 1968.