Editoriais dos grandes jornais estão presos por escolhas do passado recente

A crise permanente e de alimentação diária que vive o Brasil, (des)governado por uma presidência inepta e autoritária, tem colocado os mais tradicionais jornais do país (Folha, Estadão e Globo) em dificuldade para analisar e opinar em seus editoriais. Os jornais parecem presos ao seu viés, para dizer o menos, conservador. Mais do que isso parecem contidos por uma busca de coerência com o que fizeram, como fizeram e por que fizeram quando do mais recente impeachment. Até recentemente, bastava botar a culpa na “tragédia dos governos anteriores” ou simplesmente fazer a comparação de que Bolsonaro e Lula são “iguais com o sinal contrário”.

As circunstâncias e os fatos estão avançando junto com a crise a crise de saúde e da economia e os jornais estão entrando numa sinuca de bico. Ninguém está pedindo que eles façam autocrítica, isso é desimportante no momento. Mas deles e de seus editoriais se espera muito mais firmeza e compromisso com a democracia. Antes que seja tarde.

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