Nesta quinta-feira, 23/11, o jovem e talentoso repórter político da Globo News em Brasília, Ricardo Abreu, falando ao vivo, no telejornal das 18 h, disse três vezes a palavra ‘exatamente’ de forma desnecessária e inútil em apenas dois minutos de participação. Aliás, não fosse pela repetição do recurso à “muleta” (forma pejorativa que os próprios profissionais usam para qualificar o uso impróprio de artifícios), uma das três vezes seria aceitável, ainda que também inútil e desnecessariamente. Aconteceu entre 18:09 e 18:11 h.
Pouco antes, o experiente Cesar Tralli usou a palavra “portanto” duas vezes, também em poucos minutos, na abertura do programa. Portanto é conjunção coordenativa conclusiva, e isto é completamente ignorado. E o erro se repete. Os chefes também ignoram, talvez.
O “padrão Globo de qualidade” sofre com jornalismo ao vivo em programas que duram horas. Uma das causas do problema: a necessidade de “esticar” o tempo de cada entrada, cada notícia e cada comentário. Daí, possivelmente, o recurso às “muletas”.