A imprensa tradicional já expôs com clareza suas preferências políticas e estratégicas. Folha, Globo, Estadão e CNN afirmam e confirmam sua inclinação evidente de privilegiar notícias, análises e opiniões desfavoráveis ao presidente da República, seu governo e seu partido. O fato novo e positivo é que esses veículos disfarçam, mas não escondem seu posicionamento nos seus editoriais, todos eles escolhendo diariamente os fatos e as análises que podem (e são efetivamente) ser espaço de condenação aberta e radical do presidente, do governo e o PT, mesmo que essas escolhas sejam percebidas como parcialidade ou até forçação da barra. Questões miúdas e irrelevantes tomam dimensão e chegam mesmo a provocar acessos pouco naturais de indignação.
Até as mais profissionais escolhas da acreditada Diplomacia brasileira estão sendo usadas longamente, repetidamente como “erros graves”. Disso são exemplos a opção do Itamarati por defender tréguas e negociações de paz entre as partes diretamente envolvidas.
Outro exemplo de parcialidade da imprensa tradicional é a louvação a crítica e desinformada sobre estranhos processos de privatização. É um caso típico de adesão cega, o que não se justifica num jornalismo que se diz profissional e isento.
O escândalo em pleno andamento das manipulações da taxa de câmbio são exemplo diferente. Neste caso, a imprensa fecha a boca, olhos e ouvidos e tudo ignora convenientemente. Sem justificativa mínima assim age há quase sessenta dias.