O editorial do Globo desta quarta-feira, 20, tem algumas estranhezas. Começa por pedir urgência na privatização de uma das 3 maiores empresas do país, a Eletrobrás. Por que seria urgente? A quem interessa tal urgência? Não seria mais natural que se pedisse outras coisas como rigor e prudência? Afinal está em jogo o controle acionário de um conjunto de ativos que vale uma quantia da ordem do trilhão de reais.
O próprio editorial diz: “é verdade que o caminho escolhido não foi o melhor “, para dois parágrafos adiante ponderar sobre problemas (…apesar de todos os defeitos…), e não diz uma palavra sobre um erro de cálculo de quarenta bilhões de reais no valor da transação.
Traduzindo: além da pressa, desleixo com o bem público.