Folha de S. Paulo inova de novo no jornalismo investigativo e mostra erro na sentença de juiz

O jornal Folha de S. Paulo inova mais uma vez nas práticas jornalísticas e produz um furo. O jornal simplesmente colocou sua reportagem para analisar a sentença de um juiz eleitoral (Francisco Carlos Inouye Shintate) que condenou um candidato a prefeito da capital paulista a quatro anos e seis meses de prisão por prática de caixa 2. O candidato condenado é Fernando Haddad, do PT, na eleição de 2012. A análise dos repórteres mostrou que o juiz condenou sem provas, baseado nas contas de luz de uma gráfica que imprimiu panfletos para o candidato. Na visão do juiz, as contas de luz eram suspeitas e não indicavam atividade industrial da empresa compatível com os impressos eleitorais do candidato no período. A Folha ouviu quatro técnicos no assunto e provou que houve falha da Justiça e do juiz.

A Folha de S. Paulo tem um histórico de inovações. Foi o primeiro dos grandes jornais a cobrir e apoiar a campanha pelas eleições diretas em 1983/1984. Em 1988, o jornalista Jânio de Freitas postou em anúncios classificados uma antecipação dos resultados da licitação da obra da Ferrovia Norte-Sul. Na mesma época, criou e implantou a figura do Ombudsman, fez um Manual de Redação que se tornou uma peça de enorme leitura e repercussão, além de ser um dos poucos jornais brasileiros que abre espaços regularmente para colunistas de todos os matizes políticos.

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