Globo, Folha e Estadão sincronizam tema de editorial, mas impacto parece menor

Os três maiores e mais conservadores e ainda impressos jornais do país — Folha, Globo e Estadão — abordam em editorial, de forma sincronizada o mesmo tema e no mesmo tom de indignação. Investem contra o golpismo de Jair Bolsonaro, o presidente da República.

Folha chega a falar de prisão inevitável. O Globo sugere enfrentar o golpismo com energia e determinação. O Estadão é pouco preciso, dispersa ataques ao presidente Bolsonaro.

O impacto parece bem menor, mesmo com a sincronização. 

Globo

“O golpismo de Bolsonaro é uma ameaça aguda à democracia, que precisa ser enfrentada com energia e determinação. As instituições serão sem dúvida testadas, mas não há motivo para duvidar de seu vigor..”

Folha

“O chamado, ao qual não faltaram metáforas marciais, tem o condão de demonstrar força —e é possível que lunáticos e ingênuos o tomem pelo valor de face. Quem observar pouco além da superfície, contudo, já perceberá o quanto há de desespero nessa manobra”, prossegue o editorialista. “Fruto da conjuntura política e do desarranjo republicano provocado por Bolsonaro, a comodidade de não se ver devidamente investigado deve mudar em eventual derrota eleitoral. O presidente sabe que, sem o aparato de blindagem de que hoje dispõe, suas chances de prosperar na Justiça comum tendem a zero”, avança. “Felizmente, como parece demonstrar o exemplo dos EUA na investigação acerca da invasão do Capitólio, há como conter a semente da destruição plantada por populistas e devolver às instituições o vigor necessário para punir aqueles que se voltaram contra elas”, finaliza.

Estadão

Embora no mesmo tom, mas sem uma proposição específica, o Estadão dispersa o texto entre atacar Lula, o PT e o deputado Arthur Lira.

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