A imprensa ainda é capaz de fazer a mediação de temas relevantes para toda a sociedade brasileira. Também é possível colocar freio em mentiras e absurdos que nos últimos anos frequentam a vida pública. O comportamento da imprensa brasileira no caso da CPI da Câmara de Vereadores de São Paulo que se propunha a tratar da Cracolândia, mas efetivamente mirava o Padre Júlio Lancelote, mais um evento vazio de conteúdo, mas encharcado de ódio, concebido por políticos fanáticos e destinado a manter uma turba mobilizada.
Não se sabe exatamente o porquê da reação exemplar e quase unânime (pelo menos entre veículos de mínima seriedade) que, em pouco mais de um dia aponta para o cancelamento da CPI, ao desmascarar os mentirosos e manipuladores com interesses políticos. Sim, porque nos tempos recentes, o ódio, a mentira, a análise frouxa e a opinião mal intencionada prevaleceram. Esteve a opinião pública nacional órfã das boas práticas profissionais da comunicação.
A esperança volta e a lição é histórica.
O fato é que, graças ao velho, simples e bom jornalismo, a opinião pública foi devidamente informada e as análises e opiniões foram consistentes, honestas, verdadeiras. Tudo indica que foram derrotados os fraudadores e manipuladores. A imprensa, então, não está morta. As TVs por assinatura foram decisivas, com destaque para a Globo News.
Viva o jornalismo! Viva o exemplo do padre Júlio Lancelote!