Hora da verdade: população vai decidir quem vai morrer, quem vai viver na pequena e média imprensa de opinião nas redes

Nas últimas três décadas muito se falou sobre uma revolução na imprensa. Ela aconteceu e continua se desdobrando. Empresas se transformaram, processos mudaram, formas e fontes de financiamento tradicional secaram, muita coisa se misturou e muita gente ficou pelo caminho. Neste momento, a pandemia pisa de novo no acelerador de mudanças. Os sistemas de publicidade automático caíram pela metade (ou mais), os anunciantes se retraíram (anunciar para quê? para quem? está tudo incerto e parado) e os ganhos dos profissionais ficou instável, incerto e quase parou.

Dependendo do tamanho de cada empreendimento, começou nova rodada de ajustes, com ‘passaralhos’, cortes de projetos, fechamento de sucursais, renegociação de contratos com as “estrelas” e a decretação do fim de programas, colunas e troca de profissionais experientes por gente jovem e estagiários.

Nesse contexto de crise aguda, os blogs independentes (pequenas empresas que fazem jornalismo de opinião) estão vivendo a hora da verdade: seus leitores (e agora internautas, por causa dos vídeos, lives etc) vão decidir quem vai viver e quem vai morrer, pois são eles que vão escolher se vão ou não fazer “assinaturas” em forma de doação ou doação em forma de assinaturas.

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